Pescaria de Tucunaré na Amazônia
Predador por excelência, o Tucunaré é considerado símbolo da pesca esportiva no Brasil. Sua voracidade é tamanha que ele é capaz de atacar anzóis mesmo sem isca. Os índios já o pescavam com iscas artificiais antes mesmo da modalidade ser praticada pelos pescadores esportivos. Vários tipos de Tucunaré freqüentam os rios da Amazônia, os mais conhecidos são chamados de Açu, Paca, Pitanga, e Borboleta, tem como características em comum a pele amarelada e um circulo no rabo semelhante a um olho. Atingem cerca de 1,20 mts de comprimento e até 15 a 16Kg. Seguramente, o Tucunaré proporciona uma das mais emocionantes brigas na pesca esportiva.
A maior aventura que um pescador esportivo pode fazer é sem dúvida a pescaria de Tucunaré na Amazônia.

O habitat e os hábitos do Tucunaré o tornam o mais formidável adversário de água doce para o pescadores de spin, de casting e principalmente de fly.
Sem exagero algum e sem retórica demagógica, não existe nenhum outro peixe quer de água doce, quer de água salgada que possua tamanha beleza, força e impressionante destreza na superfície.
Pescadores esportivos fazem excussão nos rios do Amazonas atrás de umas quinze espécies nobres, entre as quais o tucunaré é o troféu mais cobiçado.
No ano passado, 7.000 pessoas participaram de grupos de pesca na Amazônia. Os pescadores regulares em todo o Brasil são estimados em 5 milhões. Todos os fins de semana, milhares de tucunarés são fisgados pelos pescaodres da pesca esportiva que querem aepnas vencer vencer a luta com o peixe e depois devolvê-lo ao lago para novos combates no futuro. O tucunaré, bom de briga, faz sua parte. Quando fisgado, reage com fortes e intermitentes puxões na linha, enreda-se entre galhos e pedras embaixo d'água e se debate para se livrar do anzol. Mesmo pescadores experientes podem perder a presa nesse confronto, tendo a linha arrebentada ou irremediavelmente emaranhada em algum enrosco. "Essa é a grande emoção da pesca do tucunaré", diz o dentista Plínio Sanchez Silva, que há dez anos não perde oportunidade de ir à caça do peixe. Já viajou para a Amazônia algumas vezes, mas para garantir a alegria nos fins de semana não perde pescarias também no Rio Paraná, que fica a 1 quilômetro de sua casa, em Rubinéia, no interior paulista.
Habitat: Durante a época da seca, habitam principalmente as lagoas marginais, partindo para a mata inundada (igapó) durante as cheias. Nas lagoas, durante o início da manhã e final do dia, quando a água já está mais fria, se alimentam próximo às margens. Quando a água esquenta, passam para o centro das lagoas; na ausência de lagos, o Tucunaré abriga-se em remansos, pois não são apreciadores de águas de forte correnteza. |
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